sexta-feira, 24 de junho de 2011

Qual dos meus amigos quer fazer amor comigo?

O Facebook é uma verdadeira caixinha de surpresas que parece nunca ter fim. Esta tarde, deparei com um anúncio no meu mural a uma empresa chamada TopFace, que me chamava a atenção para este assunto: "Deseja saber quem dos seus amigos quer fazer amor consigo?"

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Volta Manuel Pinho, que estás perdoado!

Todos se recordarão das imagens do antigo ministro socialista Manuel Pinho a fazer corninhos ao deputado comunista Bernardino Soares , no Parlamento. As imagens circularam por tudo o quanto era órgão de informação e redes sociais e deu azo a inúmeras anedotas, algo tipicamente português. Na sequência deste seu deslize, Manuel Pinho foi obrigado a apresentar a demissão do cargo.


Em França, país conhecido pelo seu puritanismo, um gesto igualmente insultuoso por parte de um deputado socialista dirigido ao primeiro-ministro não teve consequências tão gravosas.


Durante um debate na Assembleia Nacional sobre a reforma da política fiscal, Henri Emmanuelli fez aquilo a que os franceses chamam de "doigt d'honneur": esticou o dedo do meio e encolheu os restantes. Apesar das imagens, o deputado mostrou-se chocado com as acusações, argumentando que não tinha feito tal gesto e muito menos insultado o primeiro-ministro.


O caso foi analisado pelo gabinete da Assembleia Nacional, que decidiu sancionar o deputado e o Parlamento.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Jornalistas franceses proibidos de dizer as palavras Facebook e Twitter

O Conselho Superior do Audiovisual francês proibiu os jornalistas da rádio e da televisão de remeterem os ouvintes/telespectadores para as páginas do Facebook e do Twitter do respectivo órgão de informação, por considerar que se trata de publicidade. Invocando um decreto publicado em 1992, que define como publicidade ilegal "a apresentação verbal ou visual de produtos e serviços ou o nome da marca ou das actividades de um fabricante de produtos ou prestador de serviços".


Christine Kelly, porta-voz daquele organismo, explica que o objectivo é evitar que algumas redes sociais sejam preferencialmente referenciadas pelos meios de comunicação social. Recorde-se que a França já tinha banido a palavra e-mail dos documentos oficiais, substituindo-a pela palavra "courriel", para defender a língua francesa.


Com todo este puritanismo, a imagem que os franceses passam para o exterior é a de que querem de certa forma ficar à margem da globalização, fechados no seu mundo, sem vontade de se adaptarem aos novos hábitos culturais, ao contrário de Portugal. O Grande Dicionário da Porto Editora já contempla palavras como "googlar", "twittar" ou "ebook", que entraram no léxico do dia-a-dia de todos nós, que foram já apropriadas como fazendo parte da nossa cultura.  

domingo, 5 de junho de 2011

Nem na hora da derrota

José Sócrates permaneceu igual a si mesmo na hora da derrota. Sócrates e alguns socialistas, que continuam a não saber conviver com uma imprensa livre. Após o seu discurso de derrota, no Hotel Altis, em Lisboa, o secretário-geral mostrou-se disponível para responder às perguntas dos jornalistas, mas não gostou das interpelações. Além de responder que não entendia "muito bem" algumas das questões, os jornalistas foram por diversas vezes apupados pelos seus apoiantes. Uma vez mais, nem Sócrates nem alguns socialistas tiveram a humildade de reflectir sobre o que verdadeiramente se passou nestas eleições. Uma vez mais, optaram por culpar os órgãos de comunicação social.

sábado, 4 de junho de 2011

Gafes em directo

Acontece aos melhores e há umas mais graves do que outras. Os jornalistas da rádio e da televisão estão sujeitos a cometer gafes durante as suas transmissões em directo. Por inexperiência, devido ao cansado, por associação errada de ideias, entre outras razões. Quem não se lembra de ver ou ouvir uma gafe em directo?


Recordo-me de uma história, que um dia me contaram, de um colega de uma rádio anunciou a inauguração de um campo... de pénis. E, ao que consta, foram várias as mulheres que telefonaram para a rádio a pedir mais informações. Verdadeira ou não, esta história prova que nós, jornalistas, somos seres humanos, sujeitos aos mesmos erros, apesar da enorme responsabilidade que recai sobre nós.


Hoje, deixo-vos mais um caso desses. Erica Grow, uma jornalista americana, estava a transmitir em directo de uma escola local, mas as coisas não correram bem.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Rei Juan Carlos proíbe jornalistas de se aproximarem da família real

O rei Juan Carlos de Espanha, que não gostou da forma como os meios de comunicação social abordaram os seus recentes problemas de saúde, decidiu cortar o problema pela raiz. Como ? Proibindo os jornalistas de se aproximarem da família real. Até hoje, os jornalistas podiam acompanhar as audiências realizadas nos vários palácios reais e trocar, inclusive, algumas palavras informais com os membros da realeza.


A partir de segunda-feira, estarão em vigor novas regras. Nas salas de audiência só poderão estar os repórteres fotográficos e os operadores de câmara, desde que estas não tenham microfone. Os redactores estão proibidos de assistir às sessões e, principalmente, de se dirigirem aos membros da família real. Mais palavras para quê?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A denúncia através dos media

Os recentes casos de violência extrema denunciados pelos media (os últimos dos quais foram o caso da creche ilegal em Lisboa divulgada hoje pela SIC e a agressão a um jovem militar na Escola de Fuzileiros divulgada pelo Expresso) reforçam duas teorias há muito confirmadas por diversos estudos: os portugueses confiam mais dos meios de comunicação social do que nas autoridades; e a denúncia feita através dos media, em muitos casos, obriga as autoridades a agir mais rapidamente.


Em ambos os casos que citei, os videos foram enviados às redacções com o claro intuito de dnunciar publicamente as situações e obrigar as autoridades a reagir prontamente. Recorde-se que no caso da agressão ao jovem militar, apesar de os agressores terem sido internamente suspensos, só após a publicação do video pelo Expresso é que o Ministério Público anunciou que iria investigar o caso.


Não são raras as vezes em que às redacções chegam e-mails, cartas e/ou telefonemas de cidadãos a querer denunciar determinadas situações que consideram injustas ou erradas. Por vezes, quando questionados sobre se já expuseram os casos a quem de direito, respondem que "não vale a pena, porque eles não fazem nada". Esta descrença das autoridades é preocupante e deveria ser alvo de uma profunda reflexão por parte de todos nós.


Um estudo divulgado em Fevereiro deste ano, e realizado pela empresa Edelman Trust Barometer, concluiu que 39% dos portugueses confia nos media, enquanto apenas 9% confiam no Governo. O que me leva a questionar se os media não deixaram já de ser o quarto poder para passar a ser o primeiro.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Jornalista = profissão bomba-relógio

A conclusão não é minha, mas subscrevo-a integralmente. Ser jornalista é também viver debaixo de um enorme stress, que pode fazer-nos explodir a qualquer momento, qual bomba-relógio. Se alguém tiver dúvidas basta consultar o estudo da CarrerCast, que depois de ter analisado 200 das profissões existentes nos Estados Unidos concluiu que os fotojornalistas e os repórteres ocupam, respectivamente, o 4º e o 5º lugar na lista das profissões mais stressantes.


Entre as razões para tanto stress está o facto de muitas vezes trabalharmos em condições em que a nossa própria vida está em perigo, a pressão para obter e publicar a informação o mais depressa possível (como costumamos dizer nas redacções, é sempre para o dia de ontem) e a grande competição que existe inter-pares.


Se mesmo assim ainda não está totalmente convencido e até gostaria de experimentar ser jornalista, digamos, por um mês, o site MoneyInstructor.com explica-lhe quais as vantagens e as desvantagens da profissão. Mas, como em tudo na vida, não há nada como experimentar. E uma vez que se ganhe o bichinho, nunca mais conseguimos largá-lo.