Pouco menos de uma semana depois de o semanário "Expresso" ter noticiado a alegada espionagem ilegal a um jornalista, o espanhol "El País" dá hoje conta de um caso semelhante envolvendo o diário francês "Le Monde". Ao que consta, a pedido do Eliseu, os serviços de contra-espionagem franceses puseram sob escuta um dos jornalistas que escrevia sobre o caso Bettencourt para descobrir qual a fonte de informação.
Confrontado com documentos publicados pelo "Le Monde", Nicolas Sarkozy desmentiu todas as acusações, dizendo que o jornal "escreve o que quer".
Casos como estes dois não devem ser tão raros quanto isso e devem preocupar a sociedade no seu colectivo, como aqui já escrevi. Embora as regras deontológicas do jornalismo determinem que as fontes devem ser sempre identificadas, também aceita que haja excepções, uma vez que determinados casos só podem conhecer a luz do dia se a fonte tiver garantias de que a sua identidade não será divulgada.
Mesmo em juízo, um jornalista pode recusar revelar a identidade de uma fonte, embora nem sempre a justiça tenha o mesmo entendimento, como aconteceu no caso de Manso Preto.
Sem comentários:
Enviar um comentário