quarta-feira, 27 de abril de 2011

Síria ameaça jornalistas que trabalhem para media estrangeiros


Uma das características mais marcantes dos regimes ditatoriais é a censura dos meios de comunicação social e a perseguição aos jornalistas que não se resignam à verdade das ideologias reinantes, mas que perseguem a verdade dos factos. Muitos pagam essa ousadia com a própria vida. Não é, portanto, de estranhar que quando eclodem convulsões sociais, como as que temos estado a assistir em vários países do Médio Oriente, os jornalistas sejam dos primeiro alvos a abater. Quer impedindo que os repórteres de outros países entrem no território, que limitando o seu trabalho, quer ameaçando-os ou expulsando-os.



Na Síria, onde o presidente Bashar al-Assad continua a reprimir violentamente o próprio povo – que pede nas ruas reformas democráticas -, o regime ameaça com a demissão os jornalistas nacionais que trabalham para os medias internacionais (todos os repórters foram já expulsos do país). Segundo o francês Le Monde, este tipo de pressão é comum na Síria, ao ponto de o Sindicato dos Jornalistas (controlado, obviamente, pelo partido do poder), defender que os jornalistas nacionais que trabalham para a imprensa estrangeira não têm direito... aos mesmos direitos que os seus colegas que trabalham apenas para os media nacionais. Mais palavras para quê?

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