Depois do escândalo em torno do tablóide News of the World, que utilizou escutas ilegais para vasculhar a vida de centenas de figuras públicas, eis que nos chegam notícias de um segundo jornal que poderá ter utilizado o mesmo método para obter informações.
Num inquérito sobre práticas da imprensa britânica, o director do tablóide Daily Mirror admitiu, hoje, que poderão ter sido utilizadas escutas telefónicas – ilegais, obviamente – na investigação sobre a relação que o treinador de futebol Sven-Goran Eriksson mantinha com a apresentadora de televisão Ulrika Jonsson.
O que me preocupa nestes dois casos é o facto de poderem ser/serem apenas a ponta do icebergue. Quantos órgãos de comunicação social – no Reino Unido e não só - terão já recorrido a práticas proibidas ou moralmente condenáveis para obterem informações com as quais alimentam grandes parangonas?
Que moral têm estes jornalistas para expor publicamente actos públicos ou privados que aos seus olhos são criminosos ou eticamente condenáveis se eles próprios quebram as leis e as regras deontológicas?
Algo vai mal no reino do jornalismo!
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