Durante quase dois dias, esta plataforma gratuita de blogues da Google esteve indisponível. Segundo o jornal espanhol El País, o problema deveu-se a uma operação de manutenção programada que não teve os efeitos pretendidos. Durante quase 48 horas, aquela que é a maior plataforma de blogues do mundo esteve inacessível aos seus subscritores e leitores, sem que a empresa adiantasse qualquer explicação.
Só percebi que o problema era geral e não da minha conta quando hoje li a notícia no El País. Até então, esperei e desesperei ao tentar entrar na conta sem sucesso. Senti-me frustrada por não poder publicar um novo texto ou corrigir algum já publicado. Senti como se não pudesse entrar na minha própria casa, porque alguém que não conheço me estava a barrar a entrada. E, neste caso, não me adiantava chamar a polícia ou os bombeiros.
Há umas semanas, a minha conta no Facebook também ficou indisponível por larguíssimas horas, sem que a empresa me explicasse porquê. Também nessa altura estive um tempo interminável a tentar entrar na página, até que a frustração, de tão grande, me levou a desistir. Também nessa altura senti que alguém estava a violar algo que é meu sem a minha autorização.
Houve, pelo menos, algo de positivo nestes dois episódios. Obrigaram-me a reflectir sobre o quanto o meu bem-estar estaria dependente do acesso a estas e outras plataformas, ou, dito de outra forma, se a Internet não estaria controlar a minha vida. Conclui que sim, que havia já um grau de dependência e se não tomasse medidas essa dependência cresceria. Pelo que decidi não deixar que a minha vida fosse condicionada pelas novas plataformas tecnológicas. Afinal, foi o ser humano quem criou a máquina e não o contrário.
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