quinta-feira, 19 de maio de 2011

Quando a mensagem não agrada...

A minha colega da TSF Dalila Monteiro foi ontem insultada e intimidada fisicamente por adeptos do Sporting de Braga, quando tentava recolher as suas opiniões a propósito da final da Liga Europa contra o F.C. Porto. De acordo com o comunicado do Conselho de Redacção da TSF, esses adeptos acusavam esta rádio de fazer um trabalho parcial. O caso foi prontamente condenado pelo Sindicato dos Jornalistas, que lamenta que "eventuais discordâncias pela orientação de órgãos de comunicação social se manifestem sob formas violentas e directamente contra profissionais de informação" e por todos os jornalistas.


Todos nós, profissionais da informação, já sentimos uma ou outra vez esta forma de agressão (verbal ou física) porque determinada pessoa ou grupo de pessoas não concorda com a linha editoral do órgão de comunicação social para o qual trabalhamos. A área do desporto é das mais propícias a este tipo de situações. Recordo-me que, quando acompanhei o dia-a-dia do Belenenses na altura do caso Meyong, os jornalistas eram mesmo pessoas non grata no Restelo e chegámos mesmo a ser maltratados por vários adeptos. Como se os jornalistas fossem os culpados de tudo o que se estava a passar.


Na maioria dos casos, são insultos feitos por pessoas que consideram a violência a única forma de se resolverem diferendos. Quando lhes sugerimos que deveriam telefonar ou escrever para o órgão de comunicação social e apresentar a queixa, ainda somos mais insultados. Este é um daqueles casos em que quando a mensagem não agrada, o melhor mesmo é matar o mensageiro.

Sem comentários:

Enviar um comentário