Sou suspeita para falar sobre a Feira do Livro de Lisboa, pois os livros são uma das minhas paixões. Todos os anos, quando se aproxima a data do evento, começo a fazer a lista das obras que quero comprar. Uma lista que não acaba nunca e que, por razões, óbvias, nunca a compro na totalidade. Mas não é por isso que a Feira do Livro não deixa de ser uma festa. Ver, tocar, cheirar, ler os livros, descobrir autênticas relíquias nas bancas dos alfarrabistas, preciosidades na tenda das pequenas editoras, comer uma fartura ou um churro, assistir ao lançamento de livros, a palestras ou a espectáculos musicais, tudo isso faz parte da festa. Lamento apenas que, à semelhança das últimas edições, já não exista a tenda com os livros do dia, onde calmamente podíamos folhear as obras e relectir sobre a sua possível compra. Desagrada-me também uma das novidades deste ano, o túnel da Babel. A Feira do Livro é realizada ao ar livre, em espaço aberto, o que não se compagina com espaços claustrofóbicos como o da Babel, onde nunca podemos ver a luz do dia ou da noite. Para estar num espaço totalmente fechado, então prefiro as livrarias tradicionais.
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