Se há valores que devem ser protegidos, o da liberdade de imprensa é um deles. Nenhum país onde a liberdade de imprensa não esteja defendida, e não apenas no corpo da lei, poderá intitular-se democrático. Embora todos nós saibamos que a censura de hoje não tem a forma de lápis azul, mas sim várias formas mais ou menos definidas, muitas vezes desenhadas pelos mais insuspeitos. Contudo, nada se compara aos países onde ser jornalista comporta um real risco para a vida do mesmo e dos seus mais próximos.
No dia em que se assinala o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (data instituída em 1993 pela ONU), um relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras conclui que o controlo dos meios de comunicação social é uma das chaves da sobrevivência dos regimes do Magrebe e do Médio Oriente, que estão no topo da lista no que diz respeito às "tentativas de manipulação de correspondentes, detenções arbitrárias, expulsões e intimidações".
Segundo dados do Instituto Internacional de Imprensa, no ano passado morreram 100 jornalistas no exercício da sua actividade, menos 10 do que em 2009. À cabeça da lista está a Ásia, onde foram mortos 40 profissionais, logo seguida da América Latina, com 32.
"Nenhum progresso em prol da liberdade de imprensa poderá jamais ser conseguido sem uma luta eficaz contra a impunidade", refere o mesmo relatório dos Repórteres Sem Fronteiras, que denuncia que, em alguns países, "o silência da comunidade internacional é cúmplice".
Esta não é uma luta exclusiva dos profissionais da comunicação social. Esta é uma luta de todos nós!
Sem comentários:
Enviar um comentário